domingo, 19 de maio de 2013
O romantismo casual
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Retalhos de uma madrugada
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O chiar do momento
O chiado do momento tem atordoado. Tudo tem andado conforme o esperado, embora sempre surja um dilema inesperado previamente. O chiado é tão brilhantemente inconveniente que está presente em cada choro musicado. Não me refiro ao choro da infância, mas ao chorinho instrumentado nas vozes mais brilhantes da música brasileira. Recorro, pois, a essas vozes para cessar esse chiado. Ouço-os como quem ouve a um mestre. Ouço-os com a pretensão de encontrar um insigth, de ser surpreendida.
A subjetividade, porém, não deixa espaços para a hipocrisia: ouvir um chiado é retomar um espírito deixado de lado, que traz um senso instigante no dia-a-dia. Bem, e isso, inegavelmente, é muito bom. Encerro com um aviso de Chico Buarque, sobre "um chorinho":
(...)
Enquanto eu cantar sozinho
Quem cruzar o meu caminho
Não pára não
Mas eu insisto
E quem quiser que me compreenda
Até que alguma luz acenda,
este meu canto continua
a cada choro
Até que alguém me faça coro
pra cantar na rua
sábado, 28 de abril de 2012
Outono vago
Que voz é essa que avisa? Que folha é essa que atordoa?
E o mais inquietante: para onde o vento vai levar essa folha?
Talvez seja prudente fazer amizade com o vento...
domingo, 15 de janeiro de 2012
Chega!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Ligações
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Trinta dias de saudade
Como um cume sem alicerce
Os fortes de espírito despertam em varonilidade
Incertos, mas ainda fortes, na busca da felicidade
Assim, sorrimos para o sol, que insiste em brilhar
E tomamos por lição: não importa o quão destruidora seja a tempestade
Sempre haverá, ao amanhecer, um grande motivo para levantar
Pois o que nos resta é cantar ao fim de tarde
Fazendo da saudade
Força de vontade na luta pelos nossos sonhos.
sábado, 10 de setembro de 2011
Soneto da Saudade (para uma vó-mãe)
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Para acabar com a sede no mundo
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
O que é justiça?
Ora, mas o que é correto?
As pré-definições filosóficas de moral e ética apontam dois caminhos distintos: um baseado nos costumes, e o outro na melhor forma de viver na sociedade.
A justiça moral é baseada nos costumes, variando de acordo com cada cultura, definida - em sua maioria - pelas leis.
A definição que parte do campo ético, porém, é muito mais abrangente. Dela nasce o agente cosciente, aquele que faz o bem "por natureza", que age baseado na visão daquilo que é melhor para a sociedade.
A ética procura analisar o que era "justo" em determinada cultura, comparando-a com outra, e vendo, então, o que é melhor para o convívio social do homem. Isso me faz crer na relativização da justiça. Não é exatamente o fato de não saber o que é justiça, mas, sim, de formular conceitos que sobreponham àqueles já ultrapassados.
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Pode ser que não haja punição cabível àqueles que fizeram uma família perder seu filho. Isso não significa, porém, que não haja justiça. A justiça baseada na moral é normativa: nos diz o que é certo e o que é errado, e nos dá direito de punir o culpado. Já a ética, contudo, apenas nos impede de fazer o errado. Se somos justos, pensamos no correto ANTES de agir. Nota-se uma limitação na justiça, portanto.
Ainda assim, o fato de algo ser limitado não significa que não exista. Se formos para o campo divino, poderemos acabar com essa limitação.
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Exemplificando:
Justiça moral x ética² x divina
1989, Suzuka, Japão.
Senna vence a corrida e leva a decisão do título para a última corrida. Não contra a vontade dos cartolas da F1. A organização decidiu, após o término da corrida, desclassificá-lo por ter atalhado o chincane depois do acidente com Prost.
Moralmente, a justiça havia sido feita. Estava dentro do regulamento e este foi aplicado.
Um ano depois, porém, é decidido que não atalhar o chincane poderia causar acidentes bem piores. Com isso, o título do ano anterior "conquistado" por Prost torna-se questionável, e Senna acaba sendo injustiçado (eticamente).
Eis que, mesmo com tudo isso, Senna torna-se um dos melhores (ou o melhor) piloto da história. Aprendeu que o fato de existirem injustiças não torna inválida a luta pela justiça.
Os anos passaram e tudo mudou. A equipe de Senna não acompanhara a tecnologia, e, talvez, nem mesmo ele. Inúmeros abandonos por problemas no carro. O melhor piloto do mundo não mais conseguia completar uma corrida.
Em 94, as forças divinas o tiraram desse sofrimento. O melhor piloto da história não poderia acabar em esquecimento. Aquela imagem de humildade e justiça não podia ser maltratada daquele jeito. Então, como para ser eternizado, "alguém" o levou.
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Desde então, não houve mais mortes na F1.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Protesto contra o ENEM e o jogo político
Será promovida uma manifestação em protesto ao ENEM nessa sexta, no parque Farroupilha. É [b]muito[/b] importante que os estudantes que irão participar do "evento" saibam o que será de fato esse protesto.
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Algumas reflexões devem ser feitas. Ora, quem são os organizadores do protesto? É "meio" evidente que não é o povão. "Ah, mas é o povão que gosta dessas arruaças". Balela. Quem está preocupado é o pessoal da classe média pra cima. Gente como eu, porém, com um pensamento bem menor (individualista). Gente que não pensa que a oportunidade que eles têm de se preparar para um vestibular em específico não é a mesma que todos recebem.
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O sistema de ensino no Brasil nunca foi para todos. Os vestibulares existem para tirar gente da faculdade. Como lembrou meu professor de matemática, Marcos Milan: o vestibular da UFRGS até 97 tinha ponto de corte mais alto do que a média geral (ponto = 9 e média = 8). Que vestibular era esse? Vão me dizer que não houve um progresso devidamente considerável daquele ano pra cá?!
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Eu estudo no Colégio Militar de Porto Alegre. Um primor de organização, pensam todos. E, de fato, o é. Lá é feito concurso de admissão todos os anos, para bem menos gente, e com um número de profissionais trabalhando para fazer a prova bem considerável. Nem por isso deixam de acontecer erros nas provas, tanto na formulação da questão quanto na impressão da prova. Até em grandes universidades esses erros ocorrem, e o tempo inteiro.
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Sim, o ENEM está dando os primeiros passos, e é natural que haja erros. Sim, é revoltante que eles tenham um ano pra preparar a prova e ainda cometam erros bobos. O problema é que eles não têm a parte técnica pra revisar que qualquer outra instituição tem. E se tivessem, ia acontecer que nem acontece em muito vestibular AINDA. O professor de cursinho entra na sala e diz: "vai cair isso e isso". O que é que cai na prova? Isso e isso. Triste, mas acontece, e MUITO.
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Uma gráfica para imprimir 4milhões de provas. TEM de haver um jeito viável e mais seguro de realizar essa avaliação, mas esses erros NÃO SÃO motivos para lutar CONTRA TODO o projeto. "Ah, mas eu vou na manifestação protestar contra os erros, não contra o sistema que está sendo promovido". Ingenuidade de quem pensa assim. A matéria que sairá na ZH será: "estudantes promovem manifestação CONTRA o ENEM".
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Querem lutar contra os erros? Vamos pra justiça. É a melhor coisa pro MEC que o ENEM seja cancelado. O judiciário proibiu, dirão eles. Tem é que encher o judiciário de processo pedindo uma nova prova para todos, se o estudante sentiu-se prejudicado. Qualquer outro tipo de manifestação é jogo político, e dos brabos. Jogo político pra manipular a mente da maioria em prol de uma minoria que está perdendo seus benefícios.
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Querem ir na manifestação? Vão. Todos têm o direito de se posicionar. Agora, porém, saibam que estão lutando para gente que não quer perder suas comodidades. E o aviso, para nós, do CMPA, foi dado. Talvez até vejamos uma minoria infeliz da nossa turma por lá, mas com certeza não será a maioria. Vamos nos CONSCIENTIZAR. Lutemos pelo coletivo, uma vez na vida que seja.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Efeito Paixonógeno
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Reticências
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Um certo devaneio anarquista
terça-feira, 6 de julho de 2010
Inexiste a perfeição?
- Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente - já diria Belchior.
domingo, 30 de maio de 2010
Doce emoção...
domingo, 28 de março de 2010
Juca Alvarez, inesquecível
Jarbas Lima
"Viver é pensar, ter ideias, fazer, ajudar, evoluir, ser e fazer feliz. Viver é lutar. Vencer, cair e levantar. Ser com tanta grandeza que jamais possam esquecer. Ser é viver com força e dignidade, servir com doação, fazer falta. A vida de quem soube viver e soube ser é eterna. A existência dos que souberam fazer história. Não é o tempo que mede a vida, é o uso (Fajardo). Viver é conviver. O que não convive, não existe. Ninguém lembra! A vida que não serve é navio sem norte, dia sem sol, anoitecer sem estrelas, exército sem bandeiras, vontade sem luz (Vieira). Reflito, para dizer que José Pereira Alvarez, filho orgulhoso de São Borja, engenheiro agrônomo, pecuarista, arrozeiro, prefeito, deputado, líder, jequitibá físico e moral, atitudes firmes e desassombradas, é um homem inesquecível. Viveu, conviveu e soube ser como poucos. O Rio Grande o reconheceu.
Para os amigos, Juca não morreu, iniciou sua imortalidade, particularmente pela sua simplicidade, energia de seus inconfundíveis valores. Vive na lembrança dos que tiveram a honra de conhecê-lo e conviver com ele. Juca viveu por sua terra, sua família e seus amigos, principalmente os libertadores. Sabia cuidar da vida de sua gente. Corajoso e terno, gaúcho da melhor cepa, sociólogo e filósofo da vida, doutrinador, bom escritor, provado e reconhecido no vigor de sua cidadania. Juca amava o pago e o Brasil. Dono de bela cultura. Sem vaidades bestas ou sinuosas pretensões. Doou-se à vida pública. Nunca abandonou o labor da terra. Teve ojeriza à soberba e às fantasiosas ambições. Foi alfabetizado, como eu, no Partido Libertador.
Sabemos que a vida é um dom de Deus. Somos atraídos pela identidade dos valores, pela comunhão de ideias, pela feitura do bem, do bom e do belo. A vida é breve e só tem sentido no servir. A vida não é espetáculo, nem festa, nem fantasia, é provação e aprovação. A medida do amor de Juca Alvarez por São Borja e pelo Rio Grande não se fez pela geografia, mas pela história. Essa história tem as cores da alma, do coração do Juca. É de gente bem nascida agradecer os benefícios recebidos e um pecado que ofende a Deus é a ingratidão (Cervantes). O caudilho da fronteira, Juca Alvarez, sabia disso. Ficam meus agradecimentos à Dra. Marly Cabeleira Alvarez e família pela atenção que sempre me dispensaram e à Câmara de Vereadores de São Borja pela Sessão de Homenagem ao Juca".
professor de Direito da PUCRS
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Feliz aniversário, Jucão.
